Livros

Uma Antropologia no Plural

Coerente com o ideal de universalidade da ciência, a antropologia inclui várias versões, no que talvez possa se expressar como uma antropologia no plural. Tal fato não nega, apenas torna mais complexo, o ideal de intercomunicabilidade do trabalho científico. O livro discute a relação entre teoria antropológica e o contexto social no qual ela se desenvolve, procurando colocar nossas fontes teóricas em perspectiva a partir de trajetórias intelectuais, críticas de livros e relatos de viagem de três casos etnográficos, a saber, Brasil, Estados Unidos e Índia. A tradução para o espanhol está em curso pelo CIESAS, México. Esgotado na Editora da UnB, o livro pode ser acessado aqui.

 

A Favor da Etnografia

O eixo central de análise deste livro resume-se na ideia de que a etnografia é condição necessária para a sofisticação teórica da antropologia, ao promover uma incessante superação do conhecimento existente e do senso comum dominante. A combinação de duas direções – a especificidade do caso concreto e o caráter universalista da sua manifestação – levam a antropologia a um processo de refinamento contínuo de problemas e conceitos. Concebido como quatro diálogos com autores contemporâneos e clássicos (incluindo uma reanálise do material ndembu de Victor Turner), o livro também examina o papel do acaso nas trajetórias acadêmicas. A Favor da Etnografia pode ser acessado aqui.

 

O Dito e o Feito. Ensaios de antropologia dos rituais

Publicação do Núcleo de Antropologia da Política (NuAP), este livro resultou de um seminário realizado na Universidade de Brasília em 2000, sob inspiração da abordagem proposta por Stanley Tambiah. Os dez autores aqui reunidos aderem à ideia central de que rituais podem se transformar em estratégia analítica, tanto quanto em abordagem etnográfica, e dedicam-se a explorar variados temas sob esta perspectiva, desde peças teatrais, mensagens enviadas pela NASA, rumores na web, bravatas no Congresso Nacional, até marchas, reuniões camponesas e eleições na ONU. O livro pode ser acessado aqui.

 

Una Antropología en el plural

Coherente con el ideal de la universalidad de la ciencia, la antropología es una sola pelo incluye varias versiones, lo que tal vez podría expresarse en la paradoja instigadora de un saber en plural. En los diez capítulos que componen este libro, Mariza Peirano examina la relación entre la teoría antropológica y el contexto social en el que se desarrolla en tres casos particulares, en los que la autora vivió y llevó a cabo sus investigaciones: Brasil, Estados Unidos e India. Por medio de la observación de trayectorias intelectuales de científicos sociales, críticas de libros, estudio de temas de interés local y relatos de viaje, la mayor ambición del libro es transformar en objeto de análisis la estructuración de los propios saberes de la antropología y vincularlos con la configuración de las nacionalidades que ordenan y dividen el mundo moderno. O livro pode ser acessado aqui.

 

Rituais Ontem e Hoje

Dirigido a alunos de graduação, o texto propõe que rituais podem ser concebidos como sistemas de comunicação, constituídos de sequências ordenadas e padronizadas de palavras e atos, em geral expressos por múltiplos meios. Seguindo esta proposta operativa de Stanley Tambiah, o livro examina o percurso que vai da historiografia canônica à discussão sobre rituais e magia, ritos e mitos, até às análises de Roberto DaMatta sobre o carnaval e de Christine Chaves sobre a Marcha Nacional dos Sem-Terra. Este pequeno livro faz parte da "Coleção Ciências Sociais. Passo-a-Passo" e pode ser adquirido, pela Editora Jorge Zahar, aqui.

 

A Teoria Vivida e outros ensaios de antropologia

É costume se fazer referência à teoria sociológica ou antropológica como se ela fosse eterna e imutável, como se ela estivesse sempre lá, distante dos nossos dados e da nossa vida, à disposição quando dela precisássemos. Este livro insiste na perspectiva oposta: a teoria é o par inseparável da etnografia, e o diálogo entre ambas cria as condições indispensáveis para a renovação e a sofisticação da disciplina. Ao reconhecer a presença da perspectiva teórica no dia a dia acadêmico, em sala de aula, na orientação de alunos, nos debates intelectuais, vê-se a constante transformação a que está sujeita como fenômeno vivo tanto quanto sua permanência e solidez inspiradoras. O livro pode ser adquirido pelo acesso à Zahar, aqui.

 

 

 

Outras publicações

Quando assumi a primeira vice-presidência da ABA na gestão de João Pacheco de Oliveira, ficou estabelecido que o ensino da antropologia seria um tema que eu levaria adiante. Os textos reunidos neste Caderno, publicado em 1995, resultam da mesa-redonda realizada em outubro de 1994 no XVIII Encontro Anual da Anpocs, em Caxambu, que reuniu Eduardo Viveiros de Castro, Luiz Fernando Dias Duarte, Paula Montero, Peter Fry e Mariza Peirano. Na ocasião, os textos foram debatidos por um sociólogo, Juarez Brandão Lopes, e um cientista político, Fábio Wanderley Reis. Posteriormente foram acrescidos comentários de Mariza Corrêa e de Pierre Sanchis. A obra pode ser acessada aqui.